Versatilidade cultural

RPG – A amizade além dos dados


Gostaria de, expressar neste post, um pouco da minha experiência pessoal em se tratando de RPG de mesa. Não é uma vasta, nem mesmo tão técnica experiência, como a de muitos jogadores que, há anos, mestrando ou se aventurando nos infindáveis mundos da imaginação.

Queria poder escrever sobre a passagem mais legal a qual já tive em se tratando de Role Playing que, fora justamente, quando eu descobri o RPG de mesa.

Eu era adolescente, com 16 ou 17 anos, estudava pela manhã e ia a um curso técnico a tarde.  Sempre quis jogar, mas nem imaginava por onde começar. Foi então, justamente no curso que, eu e mais três caras, muito malucos, começamos a jogar.

Nosso grupo era formado por eu mesmo, “DC”, “Boça”, “Kbeludo” e “Sequelado”. Tudo começou quando o “Sequelado” nos apresentou o modo de jogar, interpretar e algumas regras básicas. Jogávamos eu e o “Kbelo” e, o “Sequelado” mestrava.

No início, o “Boça” olhava de canto, passava e zoava a gente com coisas do tipo “Esses negócios de maluco aí”, “Esses troços do capeta”.

Não deu um mês, o “Boça” estava no grupo (E, por sinal, ele era o que mais acertava críticos).

Depois de um tempo, eu assumi as rédeas e comecei a mestrar. Comprei um livro, ao qual tenho até hoje, ao qual já está com as páginas amareladas, porém, lá dentro, são guardadas algumas das melhores lembranças em se tratar de amizade, às quais já tive.

rpg+quest+modulo+basico

O bom e velho livro do módulo básico do RPG Quest, que serviu como base para as aventuras.

Jogamos por meses a fio durante todas as aulas, durante tardes inteiras e memoráveis. Naquela época, nossa imaginação nos levou a lugares incríveis, a sermos guerreiros invencíveis (Bem, às vezes nem tão invencíveis assim), a termos companheiros selvagens como grifos, panteras e chokobos (Sim, chokobos), a lutarmos um ao lado do outro, em um mundo completamente diferente do nosso, cheio de atos heroicos e campanhas memoráveis.

Mas, como tudo na vida, um dia termina. E o curso acabou e nossas aventuras também. Crescemos, assumimos responsabilidades e acabamos tomando rumos diferentes.

Porém, as lembranças que ficaram, a amizade, acima de tudo e, o fato de saber que ainda posso contar com aqueles três malucos para muita coisa, é o que vale e o que fica de verdade.

Gostaria de dedicar este post aos meus três bons amigos daquela época: “Boça”, “Kbelo” e “Sequelado”.

E digo a vocês que jogam, que querem jogar ou, até mesmo que já pararam. As lembranças são os maiores tesouros de um aventureiro


8 Comentários on RPG – A amizade além dos dados

  1. Uma coisa você falou de certo, o maior tesouro de uma aventureiro é as lembranças, eu particularmente joguei muito D
    arcar num, D&D e outros sistemas como Vampiro, e as lembranças são as melhores, ainda tenho dados que poucos teve na época, então meu amigo, RPG é para poucos, é jogo para selecionados, é um mundo que se pode sair do mundo real para um mundo fantástico em modo sóbrio, bacana sua experiencia.
    Parabéns pelo post, mesmo sendo resumido, mais bastante rico em detalhes(em partes), mais quem vive ou viveu a experiencia de jogar RPG saberá exatamente o que diz, para os leigos sera simplesmente mais um post louco.

    #Saulo Barros

    • DC

      Exatamente, Saulo. A experiência de poder sair para um mundo diferente, ao qual gostamos, onde podemos nos aventurar junto de nossos amigos, ao meu ver, é o que torna tudo muito fantástico. A proposta do jogo em si, já é excelente. Poder vivenciar isto com pessoas a qual gostamos, é melhor ainda.

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