Cinema e Literatura

Análise: Star Wars VII (Contém spoilers)


Antes de mais nada, cuidado: O artigo contém spoilers. Se você ainda não viu o filme, não continue.

 

Hoje, finalmente venho falar sobre o que achei do lançamento mais aguardado do ano: Star Wars VII – O Despertar da Força. Primeiramente, gostaria de dizer que assisti o filme em uma sala IMAX e recomendo que, quem puder, faça o mesmo. Sinceramente, foi o primeiro filme que eu vi neste tipo de tela. E não poderia ter escolhido um filme melhor.

 

Star Wars VII era a grande promessa do ano. O evento cinematográfico mais aguardado. Para milhões de pessoas, o dia 17 de dezembro era o “dia D”, por assim dizer. E eu também estava nessa leva.

 

Eu fui assistir o filme somente no dia 19, sábado, pois trabalho normalmente durante a semana, além de escrever aqui no site. Fui na primeira sessão da tarde. Estava com o ingresso desde a pré-venda. Cinema lotado, expectativa por parte de todos, altíssima. E sem brincadeira nenhuma: Cheguei exatamente na hora em que os trailers começaram. Quase me atrasei.

 

Confesso que tomei o spoiler principal, ainda no dia 16. E torcia para que não fosse real. Mas foi. Porém, outras coisas das quais nem imaginava, foram realmente surpreendentes.

 

O filme em si, se formos tratar de enredo, não tem nada de muito inovador. Acho que passa longe de ser uma releitura do episódio IV, mas segue na mesma linha. Não temos a Estrela da Morte, mas temos aquele planeta mega-fucking-amazing com uma arma que destrói planetas mais foderosa que a antiga estação do império. O plano? Voar até lá com algumas X-Wings e atirar no ponto fraco. Esses vilões nunca aprendem a construir as coisas sem deixar um ponto fraco. Os responsáveis por Star Wars VII provavelmente pensaram: “Bem, vamos arriscar em um enredo totalmente inovador, com os extremos de dar muito certo ou muito errado, ou iremos seguir a velha receita do bolo, ao qual sabemos que tem tudo para fazer sucesso?”. A resposta já sabemos: Seguiram a receita. E este acerto agora deixou uma gama muito grande para poderem arriscar no episódio VIII, ao qual existem muitos caminhos de história que podemos vir a ter.

 

E sabe qual a coisa mais incrível disso tudo? Sim, este enredo ainda funciona. E isto não é ironia. Eu realmente saí empolgado da sessão do filme. Mas, ao meu ver, existem pontos exatos pelos quais o sucesso se repetiu. O que é mais óbvio, é claro: Trata-se de Star Wars. Para Star Wars dar errado algum dia, alguém tem que fazer uma cagada realmente muito gigante.

 

Mas tirando o fato de ser Star Wars, sabe por qual motivo deu realmente muito certo? Os alvos na mosca. As escolhas de Daisy Ridley, John Boyega e Oscar Isaac. Estes três atores caíram como perfeitas luvas em seus papéis. O modo com o qual atuaram e o carisma de cada um, trouxeram muito mais do que o bom e velho Star Wars. Trouxeram até mais do que o Despertar da Força. Arriscaria dizer que eles trouxeram “Uma Nova Esperança”. Afinal, todos se perguntavam: “Poxa, mas o que será da saga agora que os grandes personagens clássicos não terão protagonismo?”. Bem, as quatro novas estrelas (Refiro-me a quatro, por estar colocando BB-8 entre eles) corresponderam à altura.

 

Rey, a garota que mora em um planeta desértico e detém coragem e habilidades fora do comum (Além de começar a se mostrar autodidata com a Força) é a mais nova queridinha da saga. E com todos os méritos. Me diz aí: Quem não quer uma Daisy Ridley agora? Finn, Stormtrooper que decidiu se voltar contra a Nova Ordem, por conta das maldades praticadas pela mesma, além de salvar Poe Dameron no início, forma um grande trio com a garota e BB-8 durante todo o longa, desde passagens engraçadas até emocionantes. E Poe Dameron, o piloto mais habilidoso da turma de Leia, que teve destaque em suas habilidades e mostrou também grande carisma e sarcasmo, principalmente quando bate de frente com Kylo Ren, mesmo capturado.

 

Sobre a velha guarda:

 

Luke Skywalker: Não irei falar nada sobre ele. Mas aguardo ansiosamente o episódio VIII.

 

Leia Organa: Teve o bom papel de comandante, como líder dos rebeldes. Porém, ao meu ver, seu papel acabou sendo um tanto apagado. Não por sua atuação, longe disso, mas pelo próprio enredo que priorizava os novos protagonistas.

 

Han Solo e Chewbacca: Tão protagonistas quanto o novo trio. Não que este papel fosse a encargo dos dois. Mas seus destaques são inegáveis. Para alguns, talvez não tenha sido tão legal ter visto os dois no mesmo papel de contrabandistas espaciais. Mas foi o que destacou a dupla na trilogia original. E agora foi nostálgico. Especialmente quando eles retornam para a Millenium Falcon. De ruim, a morte de Solo, em uma cena fraca e dramaticamente pobre. Deveria ter ganho um final realmente melhor.

 

R2-D2 e C3-PO: Nosso querido andróide amarelo e nosso pequeno dróide aventureiro da galáxia. Apareceram pouco, mas resgataram o brilhantismo da boa época. Há quem diga que BB-8 agora é o grande nome entre os robozinhos. Também acho que será. Mas vale lembrar tudo o que R2-D2 já fez. Ainda falta muita estrada para o pequeno dróide laranja.

 

Agora, o lado sombrio e a polêmica de Kylo Ren: Sinceramente, eu não gostei muito da história da Nova Ordem e dos cavaleiros de Ren, ao qual somente Kylo apareceu neste primeiro filme.

 

Mas, primeiro, eu gostaria de rebater algumas críticas que acho que não tem nada a ver com o filme. Vi muita gente dizendo: Kylo Ren é feio sem a máscara, narigudo, orelhudo, blá, blá, blá. Primeiro: Não é beleza que define um bom vilão. Ou vão dizer que Darth Vader era um galã de novela mexicana quando estava sem máscara? Por favor galera. Vamos parar de analisar somente as aparências.

 

Agora, continuando: A polêmica de Kylo Ren e seu gênio mimado. Bem, não vou criticar o ator (Adam Driver) por isso. Ele provavelmente fez o que fora pago para fazer. Mas quem arquitetou o vilão Kylo Ren, provavelmente errou. E eu falo isto de um modo particular. Kylo é sim (neste primeiro filme) um vilão mimado, que não tem tenacidade para o mal. Ele matou Han Solo, seu próprio pai. Mas foi sem uma perspicácia necessária para ser um bom vilão. Quero deixar claro que jamais teremos outro Darth Vader. Mas como exemplo, Anakin (Tirando o personagem criança), tinha vocação para o lado sombrio. Ele deixava o mal necessário aflorar e aparecer. Sem sombra de dúvidas, ele era mal. E isto o tornou Darth Vader. Kylo Ren já demonstrou neste filme que fora tentado pelo lado da luz. E isto o torna fraco. Tanto que, Rey, que ainda não fazia ideia do que era a Força, demonstrou ser muito mais forte mentalmente do que ele. Sabemos também que ele não terminou seu treinamento e que provavelmente nos episódios VIII e IX, Kylo será um vilão “consertado”. Mas esta primeira impressão, ficou ruim. E realmente espero que, no final, ele não se arrependa e retorne para o colo de Leia. Isto estragaria tudo.

 

Quanto ao Líder Supremo Snoke e Capitã Phasma: Também vi muita gente reclamando que Phasma não teve o brilhantismo que deveria ter. Concordo. Mas acho que ela será incrivelmente “modafoca” nos dois próximos episódios. Phasma ainda tem muito para bilhar. Anotem aí. Sobre Snoke, para começo, acredito que ele não tenha o tamanho todo do holograma. Não faço a mínima do quanto ele seja forte ou não. Não sei quem é. Já vi teorias de que ele seria o antigo lord Sith, mestre de Palpatine. Não sei. Acho que seria legal isto. Mas ainda acho que há algo maior por trás de Snoke. Não acredito que ele seja realmente o grande vilão da história toda.

 

Por fim, Star Wars VII – O Despertar da Força é realmente um filme muito convincente. Não diria que é um filme de nota espetacular, fora do comum, mas sim, um filme excelente. É muito bom de assistir do início ao fim. De discutir teorias com os amigos. É bom para os fãs antigos e para os novos. E é bom de voltar a assistir.

 

Sem dúvidas, está no top 3 do ano.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Efeitos Especiais
Elenco
Enredo
Fotografia
Trilha Sonora
Final Thoughts

Overall Score 4.6